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Depósitos bancários em Portugal Set 2014 a Set 2015



Variação homóloga dos depósitos bancários nos principais bancos nacionais de Setembro 2014 a Setembro 2015. A CGD continua a ser o banco que reúne a maior quantidade de poupanças. Numa altura em que as taxas dos depósitos, fruto da política do BCE, rendem zero ou muito pouco as poupanças dos portugueses estão a ser canalizadas para os produtos do estado (certificados de aforro e tesouro).

Montepio e Banif tiveram saídas de depósitos consideráveis. Santander foi o único banco que viu aumentar os depósitos consistentemente. É um banco que tem vindo a ganhar quota de mercado afastando-se ligeiramente do BPI. BCP também aumentou mas com uma variação muito ténue. No total os depósitos destes bancos caíram 3,8%. O gráfico não inclui os depósitos do Novo Banco por falta de dados, mas face ao prejuízo de mais de 500 milhões registados é bem provável que os depósitos também tenham diminuido no banco de transição.

Novas regras de bail-in na banca a partir de 2016

Todos conhecemos os resgates ou aumentos de capital feitos à banca nacional. BPN, BPP, BCP, BPI, Banif, CGD e agora BES tiveram de levar injecções de capital. Isso implicou sempre à entrada de dinheiros públicos, o que constitui um peso oneroso para os contribuintes. Ora a política da União Bancária pretende inverter a situação e retirar a responsabilidade aos contribuintes. A nova diretiva 2014/59/EU do Parlamento Europeu introduz o conceito de resgate bail-in.

Até aqui os resgates eram feito mediante a ajuda do estado - o bail-out - que consiste numa ajuda vinda do exterior. Mas agora existe a possibilidade de a solução vir de dentro do banco - bail-in - sem ajudas exteriores do estado, ou então soluções mistas repartindo responsabilidades. O resgate ao BES constituiu o primeiro ensaio. Foi a cobaia. Accionistas, obrigacionistas e outras entidades perderam dinheiro com o processo de resolução.

A partir de 2016 o Estado terá um papel menos oneroso na capitalização da banca. Caso um banco em dificuldades não consiga financiar-se no exteriror a nova directiva, que estabelece o bail-in, introduz no resgate novos intervenientes, por ordem:

1 - acionistas
2 - obrigacionistas
3 - depósitos de grandes empresas >100 mil €
4 - depósitos de PME e particulares >100 mil €


O Fundo de Resolução (que financiou o resgate ao BES) também pode entrar em cena e foi criado com o objectivo de serem os próprios bancos a ajudarem entidades financeiras nacionais em dificuldade sem necessidade de recorrer a fundos públicos. O problema é que o fundo é recente e ainda não dispõe de muito capital. Um Fundo de Resolução Comunitário replica o modelo mas à escala europeia.

Os grandes depósitos acima de 100 mil euros podem ser, em último caso, usados para converter o dinheiro em capital do banco. Trata-se de uma usurpação imoral mas legitimada pela referida norma directiva. Se o objectivo foi acabar com injecções de capital público, por outro lado pode originar efeitos perversos. Ou seja é o mesmo que apagar fogos com gasolina já que os efeitos colaterais são imprevisíveis podendo gerar um efeito de pânico sistémico no país ou na própria Zona Euro com movimentos de levantamento em massa.

Esta nova forma de bail-in recorrendo aos grandes depósitos, a ser um dia aplicada, é difícil de quantificas as suas consequências. A partir de 2016 os grandes depósitos deixam, assim, de estar seguros. Até 100 mil euros os depósitos continuam protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Por isso há que escolher bem o(s) banco(s) e evitar colocar os ovos todos no mesmo cesto não vá o diabo tecê-las. Caberá sempre ao BCE avaliar caso a caso.

Poupanças dos portugueses no 2ºS 2015



Onde aplicam os portugueses as suas poupanças? Os depósitos a prazo continuam a ser o produto preferido dos portugueses.

Depósitos tradicionais 137.756 milhões €, 48,62%
Gestão individual de activos 55.467 milhões €, 19,58%
Seguros vida e PPR 30.001 milhões €, 10,59%
Fundos de pensões 17.895 milhões €, 6,22%
Certificados aforro 12.696 milhões €, 4,48%
Fundos mobiliários 11.599 milhões €, 4,09%
Fundos imobiliários 10.994 milhões €, 3,88%
Certificados de tesouro 6.922 milhões €, 2,44%
TOTAL 283.300 milhões €

Poupanças dos portugueses em Setembro 2014



Os depósitos são o produto preferido dos portugueses, mas os certificados do estado continuam a recuperar terreno. Os fundos saíram um bocado "chamuscados" depois da crise do BES/GES. Com os bancos a oferecerem taxas de juro baixas, os portugueses regressaram em força ao mercado de acções.

Depósitos nos bancos nacionais após resgate ao BES

banco Set 2014 (milh. €) Jun 2014 (milh. €) (milh.€) (%)
CGD 55.136 52.741 2.395 4,54 %
BCP 34.214 33.604 610 1,82 %
BPI 19.288 18.400 888 4,83 %
Montepio 13.969 14.314 -345 -2,41 %
Fonte: bancos

A CGD foi o banco que mais beneficiou com a crise no BES. Foram transferidos 2,4 mil milhões de euros do Novo Banco (ex-BES) para o banco estatal. Nos privados o BPI foi o banco que mais captou depósitos com uma ligeira diferença face ao BCP. O Montepio viu "fugirem" 345 milhões.

Novo Banco lança depósitos com taxas bem acima da média nacional

Depois da crise do BES os depósitos saíram em massa para os bancos concorrentes (CGD, BPI e BCP). Para evitar esta tendência, e para arranjar capital para pagar o papel comercial do GES, o Novo Banco lançou depósitos com taxas que chegam até aos 2,5%, três vezes mais do que a média.

Se formos a ver que o BdP afirmou há uns meses que duvidava que o BES teria capacidade para honrar os seus compromissos dos juros do papel comercial é importante ter alguma cautela com estes juros. Porque como diz o povo "quando a esmola é muita o pobre desconfia". Se a táctica passa por arranjar dinheiro para pagar o papel comercial então há que ter cautela.

A estratégia agressiva procura reconquistar antigos clientes. Actualmente só o Best (um banco do ex-BES), o Banco Invest e o Deutsche Bank oferecem juros semelhantes.

Contas bancárias inactivas durante muito tempo podem dar despesa

Contas bancárias inactivas durante muito tempo podem dar despesa ao cliente. Alguns bancos estão a cobrar comissões por contas que não são mexidas durante mais de um ano ou meio ano.

Esta situação foi alertada pela Deco. Alguns bancos como BBVA e BPI cobram aos clientes um valor por gestão, manutenção e inactividade de contas. Se tem uma conta bancária a zeros e não pretende servir-se mais dela o melhor é encerrá-la oficialmente e não deixar ficá-la "parada". Dantes existiam comissões por encerramento de contas, mas agora é gratuito.

Outro aspecto importante a ter em atenção é que contas inactivas há mais de 15 anos são consideradas abandonadas e revertem a favor do estado. Por isso em questões de heranças é crucial saber se o ente falecido possuia alguma conta bancária.

Fundo Garantia de Depósitos garante até 100 mil euros

A garantia do Fundo Garantia de Depósitos (FGD) de 100 mil euros foi tornado permanente em 2012 em Portugal. Mesmo que um banco vá à falência, o Fundo de Garantia de Depósitos devolve até 100 mil euros por cliente e por banco. Antes desse período o FGD apenas garantia um valor até 25 mil euros mas hoje, através de um processo de uniformização da União Europeia, todos os Estados Membros da União Europeia têm este tecto fixo de 100 mil euros.

A generalidade dos bancos a operar em Portugal participam no FGD e os depósitos são garantidos independentemente da moeda em que se encontram denominados e de o depositante ser ou não residente em Portugal. No entanto há excepções como os depósitos das instituições de crédito, sociedades financeiras, companhias de seguros, fundos de investimento, fundos de pensões e de organismos da administração central ou local que não estão abrangido pelo FGD.
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