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Crédito à habitação em Portugal de 2006 a 2015



Crédito à habitação em Portugal de 2006 a 2015. O pico inferior foi atingido em 2012 após o resgate financeiro e o aperto da banca. Paulatinamente a banca nacional vai retomando a concessão de crédito para a compra de casa, um pouco à boleia dos estímulos do BCE.

Retrato da banca nacional de 2008 a 2014

O jornal Expresso colocou um artigo que sintetiza a operação financeira da banca entre 2008 e 2014. O artigo intitula-se "A saga da banca" e faz uma viagem ao mundo da banca durante este período. Foram 40 mil milhões de euros que desapareceram. Ou seja 40 milhões de euros concedidos em créditos não recuperados e que tiveram de ser registados nos balanços dos bancos como imparidades.

Os rácios tiveram de ser equilibrados com sucessivos aumentos de capital o que foi fazendo com que o bolo tivesse de ser repartido em fatias cada vez mais pequenas, com o valor das acções a ser sucessivamente diluído para números cada vez mais pequenos. O BCP já valeu 4 euros, hoje vale 0,05 euros. Mas o caso mais recente do Banif é o melhor exemplo com o valor das ações a caírem para valores abaixo de 1 cêntimo o que fazia antever a sua resolução.





Aumentos de capital de 2008 a 2014

BCP 5.300 milhões €
CGD 2.700 milhões €
BES/NB 3.255 milhões €
BPI 690 milhões €
Montepio 1.140 milhões €
Banif 771 milhões €
Total 13.856 milhões €

"Escândalos" com bancos de 2007 a 2015

BCP 2007
BPN 2008
BPP 2008
BES/NB 2014
Banif 2015

A nacionalização de dívida privada é um acto imoral

Um esquema bastante simplificado resume o modus operandi daquilo que o jornal classifica como a "fraude da década" e que prejudicou a banca nacional, o estado e os contribuintes, mas que beneficiou alguns intervenientes.

Um empresário obtém lucro com um determinado negócio, coloca esse capital em offshores mas de forma indirecta deixa uma dívida pesada a um banco. O banco fica com um activo (terreno ou edifício) como contrapartida, mas depois como não consegue reaver o capital regista uma imparidade.

Este crédito malparado, ou "activo tóxico", é colocado num "veículo" adquirido pelo estado. Um nome pomposo já que no fundo trata-se da nacionalização de dívida privada. Os contribuintes pagaram os aumentos de capital que foram feitos na banca e ainda ficam com a responsabilidade de pagar essa dívida deixada pelo referido sujeito, uma vez que passou para o estado.

Este empresário obteve lucros com o negócio e passou o fardo da dívida para o estado, o que é um acto imoral, ou a "fraude da década" como chama o jornal. Os programas de combate à fuga ao fisco em offshores visam encontrar e castigar estes intervenientes.



Quem são ou foram estes empresários que se financiaram na banca nacional provocando enormes imparidades?

Este artigo do Expresso faz uma viagem rápida ao mundo da banca portuguesa durante o período de 2008 a 2014, uma fase negra da sua história com resgates e colapsos de vários bancos depois de registarem enormes perdas. E quem são ou foram estes empresários que se financiaram na banca nacional tendo provocado enormes imparidades na banca?

Uns estão ou estiveram ligados à política, outros ao mundo do futebol, outros a construtoras. A promiscuidade entre bancos e a política com a troca de cargos mostra que os partidos políticos serviram-se da banca para fazer muitos negócios, alguns ruinosos. Alguns partidos obtiveram fundos através dos bancos e o Banif tem muitas relações com o PSD local.

O regime político instalado, com influência directa nas decisões da vários bancos, precipitou vários colapsos. Basta ver que o maior acionista do Banif, o último banco a ser intervencionado, era o Estado com uma posição de 60%. Neste caso a responsabilidade da necessidade de intervenção no Banif foi, em grande parte, do executivo em funções na altura - PSD/CDS.

Transferências bancárias por IBAN a partir de 1 Fev 2016

Segundo o Banco de Portugal as transferências bancárias passam a ser feitas através do IBAN que substitui o NIB em 1 de Fevereiro de 2016. A medida estava prevista ser aplicada em 2014 mas só agora foi introduzida, com o objectivo de harmonizar as regras de pagamento na CE através da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA – Single Euro Payments Area, em inglês).

A saber:

● NIB - sigla em português de Número de Identificação Bancária;

● IBAN - sigla em inglês de International Bank Account Number, com o máximo de 34 caracteres; é um código-padrão internacional composto por um prefixo que identifica o país (no caso português, o código é PT50) seguindo-se os 21 algarismos do NIB.

Isto vai implicar alterações tanto nas transferências a crédito como por débito directo. O BdP refere que “os organismos da Administração Pública e as empresas que não utilizem o IBAN como identificador das contas (…) ver-se-ão impossibilitados de concretizar transferências a crédito e débitos directos”, como por exemplo, o pagamento de salários, pagamentos a fornecedores ou cobrança de bens e serviços.

Esta alteração tem vantagens para quem trabalha ou vive no estrangeiro, as pessoas passam a poder receber o ordenado ou pagar luz, água ou gás através da conta domiciliada em Portugal.

Exemplo:



FAQ do BdP aqui

Crédito malparado continua a atingir novos recordes

Segundo dados do Banco de Portugal o crédito malparado em Portugal atingiu um novo recorde superando já a fasquia dos 19.000 milhões de euros. Este valor representa 9,29% do total de empréstimos concedidos pela banca.

Uma situação preocupante e que parece longe de atingir pico de inversão. A taxa de juro baixa imposta pelo BCE irá contribuir para o aumento do malparado? É a questão que se põe. O estímulo do dinheiro barato regressou mas o malparado não pára de aumentar.

Evolução do crédito ao consumo 2007-2015



Crédito ao consumo quase a atingir níveis de pré-crise. Famílias voltam a investir em automóveis, casas e outros bens.

Crédito malparado em Portugal de 2010 a 2014



Evolução do crédito malparado em Portugal de 2010 a 2014. A tendência é de subida. Em 2013 houve um abrandamento no entanto o ritmo foi retomado.

As 50 maiores entidades devedoras do Novo Banco em 2014

Sector Empresa em milhões €
Construtoras Grupo Mota-Engil 760,3
Grupo Mello Mello 397,8
Particular (empresa ligada presidente SLB) Promovalor Luís Filipe Vieira 381,5
Telecomunicações PT 362,5
Construção Imobiliário Andrade Gutierrez, Zagope 346,2
empresa grupo Mota Engil Ascendi Norte 323,3
Imobiliário Pelicano 290,6
Construtoras Tecnovia 283,9
Hotelaria Carlos Saraiva 281,0
Construtoras Grupo Teixeira Duarte 269,7
Particular Fundação José Berardo 264,8
Energia Galp Energia 246,4
Construtoras Grupo Lena 229,2
ex-empresa GES ES Concessões 224,9
Construtoras José Guilherme 223,5
Estradas Brisa 221,4
Imobiliário GEF 217,3
Energia EDP 209,3
Empresas estatais Estradas Portugal 198,9
  Tiner 198,8
empresa grupo Mota Engil Ascendi Douro Interior 197,0
Construtoras MSF Moniz 193,7
Particular Avelino Farinha e Agrela (AFA) 190,3
ex-empresa GES Opway 190,0
Empresas estatais ADP 189,6
empresa grupo Mota Engil I.M SGPS 189,3
empresa grupo Mota Engil Martifer 184,2
Particular (empresa ligada presidente SLB) Obriverca Capital 183,6
  Londimo 171,7
Energia REN 164,0
Retalho Sonae 150,6
  SGC 144,1
  Logoplaste 141,1
Saúde (ex-empresa GES) ES Saúde 139,1
ex-empresa GES Greenwoods 138,6
ex-empresa GES Hexapolis 124,5
Bebidas Sumolis 120,4
Construtoras Américo Santo 119,7
Particular Pluripar 119,6
Energia Tejo Energia 119,4
Imobiliário Raposo 118,1
Hotelaria Fernando Martins 117,6
Hotelaria Pestana 117,0
Telecomunicações Zon Multimédia 110,7
Futebol SLBenfica 107,8
Construtoras Edifer 102,0
Construtoras Tecnisan 97,8
  Heliportugal 97,6
Particular Eduardo Nunes Rodrigues 97,2
Hotelaria Asharaf Aly 96,4
TOTAL créditos Novo Banco 10.164 milhões €

Lista elaborada pelo Expresso em Julho 2015, com as 50 maiores entidades devedoras do ex-BES, agora Novo Banco em 2014. O valor chega aos 10 mil milhões de euros.


Crédito malparado nas famílias continua a registar máximos


O crédito malparado continua a registar máximos históricos junto das famílias
que continuam a revelar dificuldades em cumprir com o pagamento dos empréstimos contraídos junto da banca. É cerca de 4,44% (5,4 mil milhões de euros) o valor do crédito malparado registado em Abril, segundo dados do Banco de Portugal.

O crédito à habitação tem uma fatia de 2,5 mil milhões de euros, enquanto que o crédito ao consumo representa 2,9 mil milhões de euros.

Crédito malparado em Abril 2015 nos bancos nacionais:

Famílias: 5,4 mil milhões €
Empresas: 13,38 mil milhões €
Total: 18,8 mil milhões €

Imparidades de créditos anuais dos maiores bancos nacionais em 2013 a 2014

milhões euros ∆ %
2013 2014
CGD 818 854 4,4%
BCP 821 1.107 34,8%
BPI 273 193 -29,3%
Santander-Totta 243 222 -8,6%
Banif 296 172 -41,9%
Montepio 299 522 74,6%
TOTAL 2.750 3.070 11,6%
Fonte: Expresso

Numa altura em que a CE analisa o regime de impostos diferidos aplicado à banca em vários países como Espanha, Portugal, Grécia ou Itália eis uma tabela comparativa das imparidades de créditos anuais registadas pela banca em 2013 e 2014.

Bruxelas quer saber se os impostos diferidos constituem uma ajuda estatal ilegal indirecta à banca. O suscitar da questão é algo que não deixa de ser estranho uma vez que foi a própria CE a autorizar a norma legislativa que passou a permitir a conversão em créditos fiscais dos ativos por impostos diferidos acumulados pelas empresas - quer por via de imparidades de crédito quer pelos benefícios atribuídos aos empregados (como os fundos de pensões).

O regime foi aliás bastante solicitado pela banca nacional para melhorar os rácios dos bancos. Os bancos nacionais BPI, BCP e Banif aprovaram em assembleias-gerais a adesão a este regime. Se a norma for, entretanto, considerada ilegal pela CE, será um problema que se levanta para os bancos.

Banco de Portugal pronuncia-se sobre taxas de juro negativas nos créditos da banca

Depois de uma longa espera o Banco de Portugal finalmente pronunciou-se sobre as taxas de juro negativas nos créditos da banca. A expectativa era enorme já que pode afectar milhares de portugueses.

Os bancos vão ter de aplicar mesmo as taxas negativas da Euribor, caso existam. O crédito à habitação será um dos créditos em que mais se fará sentir a medida. BdP refere mesmo que é para aplicar a fórmula aritmética. "As instituições de crédito devem respeitar as condições estabelecidas para a determinação da taxa de juro nos contratos de crédito e de financiamento celebrados com os respectivos clientes".

A medida abrange créditos concedidos a particulares e empresas. "Os contratos celebrados devem ser honrados e os contratos celebrados não têm nenhuma limitação à existência de taxas negativas" sublinha o comunicado do BdP. Ou seja se o contrato de crédito não tiver nenhuma cláusula que estabeleça a regra de procedimento é bem possível que os clientes deixem de pagar juros e passem apenas a amortizar a dívida.

Uma medida que pode penalizar os lucros da banca que ainda não viram o break-even.

Já no que diz respeito aos depósitos, as regras são claras: não pode haver remuneração negativa, ou seja de a Euribor for negativa o cliente deixa, apenas, de receber juro, não perdendo o capital.

Crédito concedido pela banca portuguesa e exposição por país (set 2014)

país exposição milhões € banco
Portugal 173.226   todos
Polónia 13.637   BCP
Angola 8.308 5.000 BPI
1.800 BCP
1.200 CGD
300 Novo Banco
Espanha 6.876   CGD
Moçambique 4.357   BCP
França 3.509    
Macau 2.513    
Luxemburgo 2.149    
Reino Unido 1.629    
Itália 1.214    
Irlanda 940    
Cabo Verde 870   CGD
EUA 782    
TOTAL 220.010    
fonte: EBA

Situação actual de crédito concedido pela banca nacional e a exposição por país, segundo dados da EBA. O território nacional continua a ser o espaço preferido para conceder crédito. A seguir vêm Polónia, Angola e Espanha.

Crédito concedido a empresas e famílias de 2007 a 2014



Gráfico que mostra o crédito concedido a empresas e a famílias, nomeadamente no crédito à habitação) e as variações entre a oferta e a procura.
AUTOMÓVEIS


AMBIENTE & ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS