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Petróleo a caminho dos 20$?



O preço do petróleo tem vindo a cair e quebrou em baixa os 40$. A Goldman Sachs prevê que em 2016 o petróleo possa mesmo baixar para os 20$. No gráfico mensal é possível ver o sentido descendente da MA20 inalterado. A cotação continua a dar sinais de fraqueza e enquanto isso a Banda de Bolinger inferior anda precisamente ... nos 20$.

O preço do petróleo tem impacto directo no valor das commodities e afecta, indirectamente, o preço dos produtos transformados. As medidas de Draghi, que foram revistas, podem não surtir o efeito desejado na tentativa de inversão da taxa de inflacção.

Bloomberg commodity index desce para mínimos de 1999

O bloomberg commodity index, que agrega 22 matérias primas, teve no dia 24 de Agosto deslizes de 3% que levou o índice a recuar para o valor mais baixo desde 1999.

O abrandamento da economia chinesa tem provocado a queda das matérias primas e os países exportadores destes produtos estão a sentir a baixa na procura. Mas também os países fabricantes de produtos transformados de luxo vão sentir a quebra da procura.

A China já é para algumas marcas um mercado importante. A próxima reunião da FED em que se poderá abordar o tema da subida da taxa de juro será nos dias 16 e 17 Setembro. Será que a subida vai ser adiada?

BRICs em modo de arrefecimento

As economias dos BRICs estão a arrefecer e já levou a que tenham sido retirados um bilião de dólares dos mercados emergentes. A eminente subida das taxas de juro da FED, ao que tudo indica já em Setembro, poderá "congelar" ainda mais os BRICs.

A Rússia continua o caminho descendente após o embargo aplicado pelos EUA e UE. O Brasil está em recessão com o PIB a cair e a China, o grande motor dos BRICs, está a dar sinais de abrandamento. As medidas do governo de desvalorizar a moeda chinesa deram o alerta quanto à veracidade dos dados económicos.

As exportações chinesas estão a diminuir, tal como o consumo interno, que prejudicará as exportações europeias para este mercado. As matérias primas, o ouro e o petróleo continuam em queda com a procura a diminuir. A saída de capitais das 19 maiores economias emergentes segue este movimento de arrefecimento nos BRICs.

Se o fluxo de capitais acaba por prejudicar os emergentes, a valorização do dólar e a subida dos juros da FED vai castigar ainda mais estas economias.

Petro-economias e a história da cigarra e da formiga

Numa altura em que o valor do brent já caiu metade desde o início de 2014, o livro "A face oculta do petróleo" de Éric Laurent é uma preciosa ajuda para compreender o mundo que circunda o ouro negro. Aqui ficam alguns trechos da crise económica de 1973:

"No fim do ano de 1973, o custo do barril passou de 5,20$ para 11,65$. Mas, contrariamente ao que sempre se afirmou, não foi o breve embargo decretado pelos produtores que levou os preços a quadriplicarem. O clima de histeria, o medo da falta de petróleo que reinam nos países industrializados, provocam a brusca subida dos preços correntes. Os consumidores, ao comportarem-se, no fundo, como meninos mimados e egoístas que se negam a enfrentar a realidade, contribuem para agravar a crise."

"Em certa medida, não vive o americano imerso no petróleo? Em todo o caso, não pode fazer um movimento sem este. Um americano em cada dez possui um automóvel, e os restantes economizam para comprarem um.
Cinquenta anos mais tarde, os Estados Unidos constituem o lugar ideal para se observar a crise. Em Nova Iorque, do meu quarto de hotel que dá para o Central Park, contemplo um enorme buraco negro no sítio dos arranha-céus cintilantes de luz que iluminam Manhattan. Pela primeira vez desde o fim da 2ª Guerra Mundial, a América enfrenta penúrias. O estado de emergência decretado em 27 de Novembro por Richard Nixon, que prevê um controlo dos preços, da produção e da distribuição do petróleo, provoca o efeito contrário e agrava o caos. Em Detroit, a grande cidade industrial do Norte, onde estão instaladas Ford e Chrysler, o ambiente é totalmente lúgrube. A auto-estrada que vai do aeroporto de Detroit ao centro da cidade não está iluminada e só um enorme cartaz luminoso, colocado à direita, rompe a noite para indicar o número exacto de veículos que, nesse dia, saíram da linha de montagem. As vendas estão, naturalmente, em queda livre."

"Durante décadas, a GM, primeira empresa mundial com mais de 800.000 assalariados pelo mundo fora, simbolizou a omnipotência da empresa multinacional, atravessando sem prejuízo as crises e as guerras. No entanto, naquele inverno de 1973, a crise parece profunda e durável em pleno estado-maior da GM, instalado num imenso arranha-céus, pesado e escuro, construído no coração da cidade.
Esse gigante, tal como os seus rivais Ford e Chrysler, representa mais do que uma indústria. Essas firmas são o símbolo do modo de vida americano e de um crescimento até então triunfante. Mas, na realidade, são indústrias já em declínio. Desde 1948, ano em que foi inventada a mudança de velocidade automática, não houve qualquer inovação relevante, a não ser na espessura dos pára-choques ou na cor dos cromados.
Um dos responsáveis da GM confidencia-me que a diferença no custo de fabrico entre um Chevrolet e um Cadillac não vai além de 500$. Na compra, cerca de 10.000$ separam os preços dos dois modelos. Uma renda permanente, que, como todos os privilégios, inibe a audácia e perpetua as posturas conservadoras. O choque de 1973 parece anunciar o desaparecimento dos modelos de automóveis com linhas imponentes e consumo elevado. Em suma, o fim de um mundo, mas não o fim do mundo. Longe disso. O calvário do automobilista americano resume-se a ter de pagar, em Junho de 1974, 55,1 cêntimos por um galão de gasolina, que lhe custava, um ano antes 38,5 cêntimos."


De facto já nessa altura a indústria automóvel americana estava em crise. E se o aumento do custo fez os americanos colocarem de lado as velhas banheiras sedentas de litros de gasolina, hoje o cenário é outro. A baixo do preço do brent não vai penalizar tanto os EUA, mas antes os países que o produzem e exportam e necessitam das suas receitas para equilibrar as suas economias como são os casos da Rússia, Venezuela, Angola ou Nigéria. Era espectável que isso um dia viesse a acontecer, não era espectável que o cenário viesse tão depressa. A história da cigarra e da formiga aplica-se bem às petro-economias pois são elas que vão sentir na "pele" o peso de terem vivido durante anos a fio à custa do petróleo e de não terem engendrado qualquer esforço para diversificar as suas economias. Por exemplo o líder angolano está no poder há 30 anos. As importações das petro-economias vão diminuir, a inflação vai disparar e o custo de vida aumentar. Se Luanda era uma das cidades mais caras do mundo imagine-se como irá ficar agora.

Shale gas e shale oil vieram mexer no mercado

O shale gas e o shale oil vieram revolucionar o mercado. Estas matérias primas, derivadas do xisto, podem-se encontrar na natureza e substituem o petróleo. O gás de xisto oriundo dos EUA fez reduzir a importação de petróleo deste país. Com a diminuição da procura de petróleo o preço do barril de brent nos mercados caiu para mínimos de quatro anos.

Quem pode aproveitar este produto poderá ser a Alemanha para substtuir o gás russo, caso a torneira da Ucrânia se feche. O shale é mais barato de produzir e reduz os custos de fabrico comparando com o petróleo. Estamos perante o fim do período da era do "ouro negro"? Os países produtores de petróleo, como é o caso de Angola, poderão ver as receitas diminuirem drasticamente. A excessiva dependência do petróleo vai diminuir. O impacto na economia mundial vai-se sentir com a baixa do preço dos combustíveis.

Só ao fim de quatro semanas de correções nas cotações é que descem os preços nos postos de abastecimento em Portugal e é já esta semana que a gasolina cai 6 cêntimos e o gasóleo 3 cêntimos. Esta notícia pode impulsionar a economia mundial com as famílias e empresas a reduzirem os gastos com combustíveis. Na Europa há varias regiões com potencial para produzirem shale.

Preço do petróleo continua em queda



O preço do petróleo (crude oil) continua a testar mínimos de três anos com a procura no ritmo mais lento desde 2009, depois do subprime.

O enfraquecimento do crescimento económico, a produção de gás de xisto nos EUA e o retorno na produção de petróleo na Líbia explicam o cenário de queda.

A redução do preço dos combustíveis poderá ser uma consequência desta descida.
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