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Compensa investir em Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV)?

O Estado lançou um novo produto de investimento em dívida nacional para o retalho (pequenos investidores) denominado Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV). Até aqui o investimento em Obrigações do Tesouro estava reservado a grandes investidores mas agora já é possível investir neste novo produto de poupança. O Estado vai passar a disponibilizar um novo produto de investimento em dívida nacional que se junta aos já existentes Certificados de Aforro (CA) e Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM). No entanto os CTPM continuam a ser imbatíveis com um juro líquido superior aos CA e aos depósitos oferecidos pelos bancos. Compensa investir em OTRV em detrimento dos CTPM? Vamos ver adiante.

Fórmula de cálculo de Juros das OTRV:

TANB: Euribor 6M* + 2,20%

TANL: (Euribor 6M* + 2,20%) – TANB x 28% IRS – comissões bancárias = valor próximo 1%

* Euribor 6M definida no segundo “dia Útil Target” anterior ao início de cada período de juros. Se a Euribor 6M for inferior a zero considera-se o valor como zero, portanto a TANB tem um valor mínimo de 2,2%.

Características das OTRV:

Período de subscrição: das 8h30 do dia 26 de abril de 2016 às 15h00 do dia 16 de maio de 2016
Investimento mínimo por subscritor: €1.000 = 1 OTRV
Investimento máximo por subscritor: €1.000.000 =1.000 OTRV
Prazo: 5 anos
Data de reembolso do capital ao valor nominal: 19 de maio de 2021
Datas de pagamento semestral de juros: 19 de maio e 19 de novembro de cada ano

Quais os prós e os contras OTRV vs CTPM, ambos emitidos pelo IGCP:

Comparativamente com os CTPM, também emitidos pelo IGCP, os OTRV só compensam se a variável Euribor 6 Meses for positiva. Ao contrário dos CTPM, que podem ser subscritos nos balcões dos CTT ou no portal do IGCP sem quaisquer encargos, as OTRV têm de ser subscritas recorrendo a uma agência bancária o que implica o pagamento de comissões. Ou seja ao valor da TANB mínima de 2,2% é necessário descontar o valor de IRS, o que dá 1,584%. Para além disso há que contar com as comissões referidas atrás a pagar à agência bancária que procede à operação. E aí o valor da taxa de juro líquida pode cair para um valor próximo de 1% dependendo do valor das comissões a pagar ao banco.

Como as OTRV têm um intermediário, ou seja são geridas pelo banco, existem encargos suportados pelo cliente como comissão de subscrição, comissões de pagamento de juros, comissões de guarda de custódia e ainda comissão de reembolso no final. Por isso antes de pensar em subscrever OTRV peça uma simulação à entidade bancária para saber a taxa de juro líquida.

encargos com comissões bancárias pesam na taxa de juro líquida da OTRV. Para um investimento de montante reduzido em OTRV os encargos não compensam.
caso a Euribor 6M seja inferior a zero o juro líquido das OTRV é inferior aos CTPM que também têm um prazo de 5 anos.
risco das OTRV é maior que CTPM uma vez que, ao contrário dos CTPM, o capital não está garantido
resgate antecipado implica riscos nas OTRV

Em caso de querer vender as OTRV antes da maturidade (5 anos) terá de admitir a negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon ou noutro mercado regulamentado que venha a ser autorizado em Portugal. O que pode implicar que o valor a receber seja inferior ou superior ao valor subscrito. Portanto há um factor de risco caso necessite de resgatar as OTRV antes do tempo.

As instituiçõs bancárias que podem comercializar as OTRV são: Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos e BPI. O pagamento de juros nos CTPM é anual enquanto que as OTRV é semestral.

Aqui fica uma simulação entre OTRV e CTPM num prazo de maturidade de 5 anos assumindo que a Eurbior 6M tenha um valor negativo até ao final do prazo:

CTPM prazo 5 anos
Montante investido
Taxa juro bruta final prazo
Taxa juro líquida final do prazo*
Juro Total Líquido final prazo
10.000 €
11,25%
8,100%
810,0 €
* acresce prémio se o PIB crescer no últimos 2 anos
OTRV prazo 5 anos
Montante investido
Taxa juro bruta final prazo
Taxa juro líquida final do prazo*
Juro Total Líquido final prazo
10.000 €
11,0%
5,420%
542,0 €
* assumindo um custo de comissões bancárias de 0,5% ao ano
* acresce prémio se Euribo 6M for positiva na data de juros

As Euribor estão negativas e aí poderão permanecer por um longo período de tempo, por isso os CTPM continuam a ser um produto mais vantajoso até porque têm um risco menor comparativamente com as OTRV, que poderão ser elegíveis em situações potenciais de reestruturação da dívida pública portuguesa. Para além disso os CTPM podem ter um prémio adicional nos últimos 2 anos caso o PIB seja positivo. O risco de investir em OTRV só compensaria se o juro líquido fosse francamente superior aos CTPM e como não se perspectiva que as Euribor mudem de rumo no futuro próximo é preferível optar pelos CTPM.

Poupanças dos portugueses no 2ºS 2015



Onde aplicam os portugueses as suas poupanças? Os depósitos a prazo continuam a ser o produto preferido dos portugueses.

Depósitos tradicionais 137.756 milhões €, 48,62%
Gestão individual de activos 55.467 milhões €, 19,58%
Seguros vida e PPR 30.001 milhões €, 10,59%
Fundos de pensões 17.895 milhões €, 6,22%
Certificados aforro 12.696 milhões €, 4,48%
Fundos mobiliários 11.599 milhões €, 4,09%
Fundos imobiliários 10.994 milhões €, 3,88%
Certificados de tesouro 6.922 milhões €, 2,44%
TOTAL 283.300 milhões €

Governo vai alterar taxas dos certificados do Estado

O Governo vai alterar em Fevereiro a taxa dos produtos de poupança disponibilizados pelo IGCP - certificados de aforro (CA) e certificados do tesouro poupança mais (CTPM). Trata-se de uma correcção que reflecte uma maior abertura do mercado para investir em dívida do Estado a taxas de juro mais favoráveis e uma menor dependência interna.

No entanto a medida só terá efeito nas subscrições que sejam feitas a partir de Fevereiro, ou seja até lá ainda é possível subscrever CA e CTPM com as taxas actuais. Desde 2012 que as condições dos CA foram melhoradas para captar mais poupanças nacionais, no entanto com as sucessivas quedas da taxa de juro que o Estado vê mais vantagem em financiar-se nos mercados.

Poupanças dos portugueses em Setembro 2014



Os depósitos são o produto preferido dos portugueses, mas os certificados do estado continuam a recuperar terreno. Os fundos saíram um bocado "chamuscados" depois da crise do BES/GES. Com os bancos a oferecerem taxas de juro baixas, os portugueses regressaram em força ao mercado de acções.

Evolução do investimento em dívida pública por particulares de 2008 a 2013



Em 2008 a percentagem de dívida pública detida por particulares era de 15,1% através dos tradicionais certificados de aforro. O valor investido nessa altura era de 17.400 milhões de euroa. Mas a partir de 2010 a percentagem tem vindo a diminuir para os 5,4%. O valor actual é de 11.300 milhões de euros. A queda iniciada em 2010 nos certificados de aforro explica-se com a alteração da taxa de juro aplicada pelo governo de José Sócrates e com a crise financeira.

Nessa altura foram lançados os certificados de tesouro com taxas de juro acima de 7%. Este produto não tem registado fugas de investidores devido ao bom retorno que oferecem. Este ano o governo de Passos Coelho decidiu subir a taxa de juro dos certificados de aforro para um valor mínimo devido ao facto da taxa euribor se encontrar baixa. Com isto conseguiu-se evitar mais fugas. E o facto é que o saldo entre saídas e entradas de certificados de aforro já é positivo.

Em 2013 começa-se a verificar uma inversão na descida dado que as taxas de juros oferecida pelos bancos nos tradicionais depósitos é inferior aos certificados de aforro. O governo de Passos Coelho lançou este ano os certificados de tesouro poupança mais para colmatar o vazio deixado após a extinção dos certificados de tesouro. O intuito é aumentar o financiamento do estado junto dos particulares e diminuir a dependência dos mercados.

Certificados de Tesouro Poupança Mais

O estado lançou um novo produto de investimento em dívida pública para particulares em 2013 com o intuito de aumentar o seu financiamento e diminuir a dependência dos mercados. Em 2008 a percentagem de dívida pública detida por particulares era de 15,1% através dos tradicionais certificados de aforro. Mas a partir de 2010 a percentagem diminuiu.

A queda iniciada em 2010 nos certificados de aforro explica-se com a alteração da taxa de juro aplicada pelo governo de José Sócrates e com a crise financeira. Nessa altura foram lançados os certificados de tesouro com taxas de juro acima de 7%. Este produto não tem registado fugas de investidores devido ao bom retorno que oferecem. Em 2013 o governo de Passos Coelho decidiu subir a taxa de juro dos certificados de aforro para um valor mínimo devido ao facto da taxa euribor se encontrar baixa. Com isto conseguiu-se evitar mais fugas. E o facto é que o saldo entre saídas e entradas de certificados de aforro já é positivo.

O novo produto (certificados de tesouro poupança mais - CTPM) lançado em 2013 pelo estado pretende recuperar o terreno perdido depois da crise financeira ao oferecer taxas de juro garantidas de 5% mais atractivas do que a média dos depósitos bancários. Também se pretende colmatar o vazio deixado após a extinção dos certificados de tesouro. O prazo do produto é de 5 anos sendo que, para tentar retar as poupanças até à maturidade, nos últimos dois anos o juro poderá subir caso o PIB registe um aumento. Tem a vantagem de após o primeiro ano a poupança poder ser movimentada. É uma solução para quem não precisa de liquidez.

Taxas de juro garantidas até à amortização (TANB; TANL):

1.º ano – 2,75%; 1,98%
2.º ano – 3,75%; 2,7%
3.º ano – 4,75%; 3,42%
4.º ano – 5%; 3,6% + prémio permanência (*)
5.º ano – 5%; 3,6% + prémio permanência (*)

(*) - prémio acrescido caso haja crescimento do PIB, correspondente a 80% do crescimento anual médio real do PIB.

Mínimo investimento:

1.000 euros

Máximo investimento:

1 milhão de euros

Os certificados de aforro têm uma taxa bruta de 3%, os depósitos bancários oferecem um valor abaixo de 2%, os certificados de tesouro oferecem 7% mas já foram extintos, enquanto estes novos certificados de tesouro poupança mais garantem 5%. O valor líquido de todos estes produtos de investimento é inferior pelo que é necessário subtrair a taxa de IRS de 28%.

Subscrição:

Podem ser subscritos na internet através do aforronet.pt ou nos correios. No primeiro dia registaram um afluxo de 30 milhões de euros o que é um bom indicador já que o estado pretende arrecadar 2,3 mil milhões de euros em 2014 com este produto em vez de se financiar nos mercados onde as taxas ainda estão altas.
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