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Empréstimos para compra de acções contraria S&P500 (2016)



A Investing.com publicou um gráfico que mostra uma clara relação entre a evolução dos empréstimos pedidos pelos americanos para a compra de acções e a evolução do índice norte-americano S&P 500. Como se pode verificar, a partir de 2016 inicia-se uma divergência com os empréstimos a caírem e o índice a subir tocando em máximos de sempre. Uma situação inédita.

Este ano o S&P 500 tem vindo a testar máximos de sempre e máximos históricos são zonas de risco, por isso a dúvida fica no ar: face a esta situação estamos perante um perigo iminente de hecatombe nas bolsas americanas tal como sucedeu em 2000 e em 2007 ou é este o novo normal? Também existe uma divergência nos mercados entre subidas dos índices e a correcção do petróleo.

Variação do índice MSCI Europa de 2010 a 24 Maio 2016



Variação do índice MSCI Europa (agrega 15 bolsas europeias, sendo 11 delas da Zona Euro, incluindo o PSI20) de 2010 até 24 de Maio de 2016. Desde 2014 que o índice vem registando valores negativos, no entanto a tendência é de diminuição de perdas.

Evolução anual de índices mundiais 2007 a 2015

  2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
Mundo 7,09% -42,08% 26,98% 10,42% -9,42% 13,44% 20,25% 2,10% -4,26%
EUA 4,09% -38,58% 24,20% 13,18% -0,11% 13,52% 29,85% 11,10% -0,77%
Europa -69,15% 86,29% 31,24% 1,02% -13,82% 15,15% 21,68% -8,59% -5,32%
Ásia Pacífico 12,28% -43,23% 34,46% 14,43% -17,31% 13,61% 9,27% -2,46% -4,28%
Emergentes 36,46% -54,47% 74,50% 16,36% -20,41% 15,15% -4,98% -4,63% -16,96%
China 63,09% -51,94% 58,81% 2,32% -20,33% 18,97% 0,40% 4,65% -10,04%
Portugal (PIS20) 9,09% -50,15% 33,33% -6,25% -26,66% 1,81% 16,07% -26,48% 10,63%


2016 com o pior arranque das bolsas em 24 anos

Por norma os primeiros 5 dias costumam ditar o comportamento das bolsas no resto do ano.

Dados sobre o abrandamento da economia chinesa afectaram o sentimento dos investidores e ditaram as fortes quedas no primeiro dia do ano naquela que foi a pior sessão de arranque em 24 anos.

O abrandamento da economia chinesa já deixou de ser uma dúvida e passou a ser uma certeza dado que o índice PMI da produção industrial chinesa voltou a cair em Dezembro, ou seja, a quinta contracção sucessiva.

A bolsa chinesa foi a que mais recuou no primeiro dia de 2016 tendo chegado a cair 7%.

As maiores quedas nas bolsas mundiais

Numa altura em que as bolsas da China e da Grécia registaram fortes descidas quais é que foram as maiores descidas desde que há registo electrónico? A grande depressão americana continua a liderar o ranking.

Período 1987 - grande depressão económica nos EUA

Dow Jones (EUA) -22,6% em 19 Out 1987
S&P (EUA) -20,47% em 19 Out 1987
Nasdaq (EUA) -11,35% em 19 Out 1987
FTSE100 (Inglaterra) -12,22% em 20 Out 1987

Período 1997

Shangai Composite (China) -8,9% em 18 Fev 1997

Período 2008 - crise económica Lehman Brothers

Bovespa (Brasil) -10,18% em 22 Out 2008
PSI20 (Portugal) -9,86% em 6 Out 2008
Ibex35 (Espanha) -9,14% em 22 Out 2008
Stoxx600 (Europa) -7,16% em 6 Out 2008

Risco de saída da Grécia do Euro

Bolsa de Atenas -16,23% em 3 Ago 2015

Retoma económica nos EUA e ZE e a possível saída de capitais dos emergentes

A retoma económica nos EUA e na União Europeia pode estar a fazer o efeito de saída de capital dos países emergentes, nomeadamente dos BRICS (com excepção da China), fechando um ciclo de abrandamento das economias avançadas e de crescimento das economias emergentes.

A subida do dólar, a depreciação de divisas dos emergentes, a queda do petróleo e das matérias primas dita este cenário. As economias emergentes podem assim deixar de ser tão atractivas e os investidores internacionais procuram encontrar activos capazes de produzir maiores rendimentos.

Com o fim do QE da Fed e do Banco de Inglaterra o ambiente nos mercados financeiros pode ter mudado. Os investidores voltam a ver nos activos em dólares uma fonte de potenciais rendimentos. O capital pode efectivamente estar a sair das economias emergentes de volta para as economias avançadas.

Aumentos de capital ruinosos para investidores

Primeiro foi o Banif com um aumento de capital (AC) de 1 cêntimo por acção. Depois seguiram-se os bancos BCP e BES. O Millenium realizou mesmo o maior aumento capital de sempre em Portugal. E finalmente a Sonae Indústria também com um aumento de capital de 1 cêntimo por ação. As ações do Banif hoje valem quase metade do valor do AC, as do BCP têm uma valorização mínima aproximando-se perigosamente o valor em bolsa do número aquando do AC.

Já o BES é o que se sabe, depois da falência do GES e do anúncio dos prejuízos recordes de um banco em Portugal, o valor em bolsa caiu a pique em poucos dias e os subscritores que foram ao aumento de capital viram o valor investido reduzido a quase nada (isto para aqueles que conseguiram vender antes da retirada do BES da bolsa) ou nada (para aqueles que mantiveram as ações até hoje). E depois deu-se o aumento de capital da Sonae Indústria cujos investidores também viram o valor ser reduzido drasticamente num ápice.

Depois destes exemplos que ocorreram em 2013 e 2014 os próximos AC que se derem em bolsa poderão ter pouco sucesso ou registarem uma fraca adesão por parte de particulares. Os investidores que se mantiveram fiéis e ainda detêm as acções desde o AC certamente que se quiserem recuperar o capital investido terão de aguardar bastante tempo. No caso BES (agora "banco mau") não é certo que tal venha a acontecer. Os AC que são feitos num período de bear market têm os ingredientes necessários para não darem um retorno certo ou imediato.

Queda do petróleo faz-se sentir com força na bolsa e moeda russas



As medidas de embargo à Rússia que foram aplicadas pela União Europeia e Estados Unidos já se faziam sentir há algum tempo mas agora têm um impacto maior na bolsa e na moeda local (rublo) devido à queda do preço do petróleo.

O conflito geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia, imposto por Putin, teve consequências económicas que se assentuaram com as sucessivas quedas do valor do petróleo. O índice russo e o rublo tiveram quedas expressivas. Várias medidas estão a ser adoptadas pelo ministério das finanças para evitar fuga de capital. Uma delas foi a subida da taxa de juro para 17%. No entanto não surtiu efeito e a desvalorização da moeda continua.

A sustentabilidade económica de países excessivamente dependentes da exportação do petróleo é colocada em causa quando o preço do brent cai. Para além da Rússia existem outras economias em situação idêntica: Angola ou Venezuela. Com este cenário o banco central russo já veio, inclusivé, alterar as previsões económicas para 2015 com uma queda acentuada do PIB. O bloco BRIC será certamente afectado, exceptuando a China.

Três acontecimentos que podem afectar o rumo da bolsa portuguesa nos próximos meses

Três acontecimentos que vão suceder nos próximos meses poderão marcar o rumo da bolsa nacional e da economia.

Primeiro a marcação de eleições legislativas antecipadas na Grécia afectou, e de que maneira, a bolsa grega com um tombo semanal de quase 20%, um recorde desde os anos 80. E quando a Grécia é afectada, a bolsa portuguesa segue por contágio por ser vista como parte do grupo dos países do sul da europa. O partido de Syrisa vai à frente nas sondagens e é contra a troika. É provável que não se consiga formar uma maioria parlamentar estável.

O programa de resgate da Grécia termina no final do ano com possibilidade de extensão por dois meses. Esta foi a pior altura para marcar eleições na Grécia quando o país helénico se preparava para regressar aos mercados. Ora convém lembrar que desde que o programa da troika findou em Portugal e se deu a "saída limpa", o país conseguiu regressar aos mercados. No entanto a partir daí o PSI20 tem vindo a cair sem interrupção fazendo oito velas seguidas vermelhas no gráfico mensal.

Outro ponto a ter em atenção será o conflito entre o duo França/Itália e Bruxelas no que toca ao tratado orçamental. A Comissão Europeia deu a estes países um prazo até Março do próximo ano para a correcção do défice previsto para 2015. O incumprimento é uma hipótese a considerar já que não se sabe se existe vontade, por parte dos dois países, de satisfazer as "instruções" de Merkel.

França já deu a entender que pretende colocar a economia a crescer e que não autoriza ingerência nas suas políticas. Caso França e Itália desrespeitem o tratado orçamental com consentimento de Bruxelas, Portugal poderá sair beneficiado com uma flexibilização das metas do défice e, consequentemente, com menos medidas austeridade.

A terceira decisão que poderá influenciar o rumo da Zona Euro reside no BCE. A adopção de um programa QE de compra de dívida pública por parte do BCE para estimular a economia e evitar a deflacção poderá ocorrer após o primeiro trimestre de 2015, numa altura em que o banco central terá mais dados acerca da economia.

O crescimento na Zona Euro tem-se revelado anémico com a Alemanha, o motor da Europa, a ser apanhada na rede do "decrescimento". O conflito entre Bundesbank, Merkel, Schauble e BCE sobre a política de compra de dívida pública é já conhecido mas Mario Draghi já fez saber na última reunião que não vai esperar por unanimidade dos conselheiros para tomar a decisão.

O tempo urge e Draghi terá que tomar a medida, caso contrário será tarde demais. Para Portugal é preferível que as taxas de juro da dívida pública se mantenham baixas para permitir um financiamento acessível ao estado e empresas.

Bolsas ao sabor dos bancos centrais

Primeiro foi o Japão, depois os EUA e a Inglaterra a implementarem programas de estímulo económico com a mexida nas taxas de juro e a compra de títulos de dívida. Agora Draghi anuncia que existe a hipótese do BCE avançar com a compra de títulos de dívida soberana. Será que é desta que o presidente do banco central europeu vai colocar as rotativas a funcionar?

A medida já tinha sido admitida durante a última reunião mensal sobre a política de juros, mas foi repetida por Draghi no parlamento europeu. O anúncio impulsionou as bolsas europeias. As bolsas dos EUA e do Japão têm vivido um bull market muito à custa do dinheiro que os bancos centrais têm injectado na economia, sendo que os índices americanos continuam a bater sucessivos recordes.

O fim da compra de dívida pela Fed abre a porta à incerteza nos mercados, mas para evitar a volatilidade as taxas de juro americanas irão permanecer baixas. A aplicação de um programa QE semelhante na Zona Euro também poderá ter influência nas bolsas europeias ao impulsionar os índices mas a entrada em recessão da economia japonesa levanta dúvidas quanto ao fundamento para futuras subidas.

É que se as medidas de estímulo não tiverem um efeito prático na economia, ou seja se o desemprego não descer para níveis aceitáveis, se a inflacção e o PIB não subirem, não haverá muita correspondência com um bull market. E então aí os cartuchos do banco central europeu para combater a crise económica começam a esgotar-se.

O programa QE de compra de activos nos EUA tem sido alvo de discussão por parte de vários economistas. Há quem seja a favor e quem seja contra. Foi a maior experiência económica alguma vez realizada e não se sabe quais as consequências num futuro próximo. Os críticos temem que a Fed não consiga gerir o regresso ao mercado da dívida americana que agora detém.

Discurso de Draghi decepciona mercados?

A reunião de 6 de Novembro do BCE era aguardada com alguma expectativa pelos mercados. As bolsas europeias chegaram a estar toda a manhã a subir bem. O PSI20 quase tocou os 2% de valorização diária mas depois do discurso de Draghi, à tarde, o índice nacional inverteu e recuou para uma subida ligeira de 0.53%.

Apesar de Draghi voltar a repetir que fará tudo o que for necessário para manter a economia da Zona Euro estável (como em 2012), desta vez referiu (ou obrigaram-no a dizer?) que novas medidas de estímulos - por exemplo um QE que os alemães tanto querem evitar - só se forem acompanhadas de mais reformas dos países da Zona Euro. Ora isto pode ser entendido que a austeridade é para continuar?

Bolsas argentina e portuguesa em extremos opostos nas valorizações de 2014



A bolsa da Argentina (Merval25) já soma uma valorização de mais de 100% em 2014 e pode tornar-se na estrela mundial deste ano. Mas se contabilizarmos o arranque do bullmarket na Argentina teve início em 2013 então é uma subida de 400%(!). Pelo contrário o índice nacional PSI20 acumula o pior desempenho em todo o mundo em 2014 com um registo de negativo de -21%.

Estará o vírus do ébola a "contaminar" os mercados financeiros?

Enquanto as cotações de empresas que produzem determinadas matérias primas afundam, as ações de algumas farmacêuticas que produzem vacinas sobem.

É assim que se vê o mercado a reagir ao caso "ébola". A OMS já informou da existência de duas vacinas "promissoras", e uma delas é desenvolvida pela GlaxoSmithKline o que fez disparar a cotação em bolsa desta empresa.

Mas também as ações de companhias aéreas estão a ser afectadas negativamente dado que podem ser tomadas medidas drásticas que restrinjam o livre tráfego. Caso o vírus tome proporções consideráveis e alastre até outros países africanos, existe o risco de minar a economia deste continente. Basta ver que a Costa do Marfim é o maior produtor de cacau e está em risco de contágio. Empresas como a Nestlé ou a Mars já se mostram preocupadas com a propagação do vírus.

A Serra Leoa que é um importante produtor de minerais como o ferro, ouro e prata está em alerta levando a afectar as ações de empresas que operam neste solo na extração de matérias primas. O preço dos metais e do cacau poderá ser alvo de alguma volatilidade.

Por seu lado a Rússia já se mostrou pronta para avançar com três vacinas contra o ébola dentro de seis meses, faltando os ensaios clínicos. Seria uma jogada estratégica de Putin conseguir descobrir uma vacina contra o ébola e disponibilizá-la no mercado.

PSI20 caminha para novo mínimo de 3 anos



O PSI20 está quase a fazer o "reset" ao bull iniciado em 2012, interrompido em Abril deste ano, e encaminhando-se para a possibilidade de realizar novo mínimo de 3 anos devido à tendência descendente.

Aguarda-se pelos resultados do 3º trimestre das cotadas que poderão ajudar a esclarecer alguma coisa quanto ao rumo do PSI20, uma vez que os indicadores da Zona Euro têm mostrado abrandamento económico. Também os testes de stress da banca a divulgar dia 26 deste mês (domingo à tarde) são aguardados com alguma espectativa.

Caso haja algum "chumbo" nos testes de stress por parte de algum banco, após a prova do BCE, haverá um prazo de seis ou nove meses para se preencher quaisquer falhas de capital. O rácio de capital Common Equity Tier 1" (CET1) mínimo exigido pelo BCE é de 8% no cenário base e de 5,5% no cenário adverso.

O índice de volatilidade VIX atingiu nesta semana máximos de 2 anos. Em sete dias e até 15 de Outubro os fundos norte-americanos que investem em ações retiraram 1,3 mil milhões de dólares do mercado de ações da Europa. E isso sentiu-se no PSI20 com quedas abruptas. Não se sabe se o período de correções terminou ou se irá prosseguir.

Desde 1992 que não acontecia algo do género. Um dos factores que mais abalou a confiança dos investidores terá sido a falta de crescimento na Europa e o anúncio de revisões em baixa para o PIB de vários países da Zona Euro. O risco de deflacção também paira no ar. Para além disso o vírus do ébola também está a ser encarado com apreensão nos mercados.
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