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Goldman Sachs e Trump pessimistas para o mercado accionista



A Goldman Sachs está pessimista para o mercado de acções nos próximos 3 meses. O banco refere que nos próximos meses as acções europeias poderão recuar 3%.
O indicador usado pelo banco de investimento para medir o apetite por activos de risco está em ponto de viragem por isso conclui que pode haver pressão no curto prazo.

A recomendação para a compra de acções dada pela Goldman Sachs foi revista em baixa. A estimativa é de queda global de 8,8% no mercado global. Japão pode recuar 8,7%, Estados Unidos 9,7% e Europa 11,3%. O índice industrial PMI da China caiu para zona de recessão o que coloca pressão no crescimento da 2ª maior economia. Já os índices americanos andam a tocar em máximos históricos.

Prejuízos das petrolíferas em 2015 são sinal do impacto da queda do petróleo

A petrolífera BP registou em 2015 o pior resultado em 30 anos com um prejuízo de 6,5 mil milhões de dólares. A queda do preço do petróleo ajudou a contribuir para este cenário. É um dado claro que afectou directamente a empresa inglesa, mas que afecta indirectamente outros sectores da indústria. Trata-se de uma queda dos lucros de 90% no último trimestre, precisamente o período em que o petróleo esteve mais baixo em 2015. A taxa de inflacção da Zona Euro curiosamente subiu em contraciclo no primeiro mês do ano, segundo a primeira estimativa do Eurostat.

A BP regista quedas homólogas nos lucros há seis trimestre consecutivos e apenas conseguirá equilibrar as contas caso o petróleo esteja cotado nos 60 dólares, uma hipótese ainda distante. Face a esta crise as empresas petrolíferas estão a cortar no investimento e a fazer planos de reestruturação como é o caso da angolana Sonangol que enfrenta um cenário ainda mais adverso. A empresa angolana tem dívidas avultadas e, segundo o Expresso, corre o risco de desaparecer.

Petro-economias em risco de recessão prolongada

O presidente da Vitol estima que petróleo só voltará aos 100 dólares daqui a uma década. O abrandamento da economia chinesa e o excesso de produção protagonizado pela extracção de petróleo de xisto nos EUA deverá manter durante dez anos os preços do barril em níveis reduzidos.

Bancos de investimento estimam queda abrupta nos mercados em 2016

O Royal Bank of Scotland (RBS) veio a público aconselhar aos seus clientes a venda de activos porque estimam uma queda abrupta nos mercados a curto e médio prazo. O banco escocês prevê um "ano de cataclismo" e recomenda que "vendam tudo" pois acredita que "os investidores devem ter medo". Os únicos títulos que o banco escocês aconselha a manter são obrigações de elevada qualidade.

O comunicado refere que "o que está em causa é o retorno do capital e não o retorno sobre o capital". Relativamente às bolsas americanas e europeias espera-se alta volatilidade com correcções entre 10% e 20%. O arranque de ano foi um sinal claro. Mas será apenas o início de uma longa correcção? A queda do preço do petróleo pode "tirar" o tapete a várias empresas londrinas uma vez que tem influência directa nas commodities. O RBS espera que o preço do petróleo caia até aos 16 dólares por barril, e com isso o fantasma da deflacção continua à espreita.

A instabilidade na China com grandes dúvidas quanto à robustez da sua economia vão continuar a ditar regras e a influenciar os mercados mundiais. Para além do RBS também o Morgan Stanley prevê que o petróleo chegue até aos 20 dólares. Este cenário poderá ter muitas semelhanças com o vivido em 2008. O RBS avisa que "o gráfico mais importante do mundo" é o que retrata as saídas de capital da China que, afirma, já terão ascendido a 170 mil milhões de dólares em dezembro. Daí as quedas abrupta na bolsa chinesa.

Mas há outras casas de investimento que são ainda mais pessimistas que o RBS. Por exemplo a Société Générale (SG) acredita que o índice americano S&P 500 afunde 75% interrompendo um longo bull market desde 2009. A visão desta instituição está retratado no documento com o nome "Idade do Gelo". Uma analogia ao período da história do planeta em que as temperaturas desceram drasticamente. O mesmo pode suceder nos mercados devido ao contágio directo da China. A política monetária do governo chinês de baixar o valor da moeda local fará com a deflacção aumente gradualmente a nível global.

A política monetária da FED levou a uma bolha no mercado accionista?

O SG refere que a economia dos EUA não subiu muito significativamente com os estímulos da FED, apenas inflaccionou as avaliações dos activos. A subida recente dos juros pode ter um efeito perverso nos mercados emergentes. A política de estímulos da FED pode ter alimentado uma excessiva confiança nos mercados. O ciclo de bullmarket vivido de 2009 a 2015 apenas interrompeu um período secular de bearmarket que irá ser novamente retomado, salienta o SG. A prudência é a palavra chave aconselhada aos investidores nos mercados accionistas em 2016. Novos mínimos podem estar à espreita que podem superar os de 2009.

Também os mediáticos Marc Faber e George Soros alertam para um "crash" nas bolsas. A JPMorgan também recomenda a venda de activos como acções para antecipar uma crise bolsista que se avizinha. O futuro o dirá.

Marc Faber estima uma queda bolsista idêntica à de 1987

Marc Faber, investidor suíço que ficou célebre por ter antecipado vários crashes, deu uma entrevista à Bloomberg TV onde antecipa uma queda das bolsas semelhante à de 1987.

Durante esse período Feber aconselhou os seus clientes a retirarem o capital investido de Wall Street e aqueles que seguiram a sua recomendação salvaram-se de perder muito dinheiro. O investidor suíço conseguiu também antecipar outras bolhas como o crash japonês de 1990, a crise financeira na Ásia-Pacífico em 1997, e outros cenários de correcção que aconteceram.

Robert Shiller alerta para o aproximar de uma bolha nos mercados

Robert Shiller, prémio Nobel da economia em 2013, alerta para o aproximar de uma bolha nos mercados. Shiller refere que a percepção crescente é que o mercado americano está sobreavaliado. Em entrevista ao FT o economista aponta que o índice de confiança do mercado (a opinião de investidores) está em queda, em contraste com as valorizações do mercado, um padrão similar ao que aconteceu com a bolha das dot.com.

Shiller não tem uma bola de cristal mas constata que o indicador CAPE (rácio entre preços e ganhos das ações) indica que as ações estão muito caras. O que estará a alimentar a subida é algo mais próximo do medo do que do optimismo conclui.

Jeremy Grantham estima que em 2016 mercados vão registar quedas

Jeremy Grantham da GMO refere no FT que estima que em 2016 os mercados vão registar uma das maiores quedas de sempre. Mas será um crash diferente dos outros.

Speaking with The Financial Times, Grantham warned that financial markets will be "ripe for a major decline" in 2016. Grantham added that because governments are so indebted we could see a "very different" kind of crash this time around.

We recently heard from Grantham in his second-quarter letter to GMO clients, which discussed 10 things Grantham is currently obsessing over that could pose major threats to the world.

Among the concerns preoccupying Grantham are income inequality, food shortages, and a US economy that looks set to grow closer to 1.5% per year, about half what many expect over the long term.

Often considered a "Malthusian" for his belief that a lack of resources poses the greatest threat to humanity and economic growth, bearish outlooks are nothing new for Grantham.

As for his most recent warning, Grantham conceded to the FT that because central banks were able to print money to recapitalize global banking systems during the last crisis, they could perhaps pull it off again.

"We might get lucky and withstand one more crisis and just have an equity washout," Grantham said, "and on the other hand it might just break the system."


Grantham ficou conhecido por ter antecipado as crises de 2000 (bolha das dot.com) e de 2008 (bolha do subprime).
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